Dia 05 de maio às 20h
Prezado (a),
A Escola Virtual para Pais convida para a Palestra online GRATUITA - Adoção tardia - Mitos, Verdades e Alegrias - Dia 05 de maio às 20h.
A palestrante será a profa. Giselle Dutra - 31 anos, Professora Universitária, Diretora, mestranda em Educação, casada há 7 anos com João Fernando, Professor Universitário e Webmaster. Pais felizes e
orgulhosos, de Elaine, 12 anos e Kauã, 4 anos, que nasceram para nós em novembro 2009, em Cariacica/ES.
Descrição:
Compartilho minha experiência ao reconhecer meus filhos aos 11 e 3 anos de idade, numa instituição de abrigamento, e todas as angústias e emoções que essa gravidez proporciona. - A coragem de reconhecer os filhos. - A aceitação da familia. - O desenvolvimento da criança. - A nova casa, a construção da família, a escolha do nome, a escola. - Os preconceitos velados.
Para participar é necessário apenas um computador conectado à Internet banda larga. Faça o cadastro em http://www.escolavirtualparapais.com.br
e a inscrição na respectiva palestra.
Ajude-nos a divulgar!
Att,
Marcia Taborda
Gestora da Escola Virtual para Pais
*********************************************************************************************************
*Conheça a Escola Virtual para Pais, porque filho não vem com manual de instruções.*
http://www.escolavirtualparapais.com.br
http://www.escolavirtualparapais.com.br/
Caros amigos,
Vamos assistir juntos "La mia casa è la tua" di Emmanuel Exitu, um documentário do cotidiano simples de famílias que fizeram alguma acolhida, que acende o nosso coração!
Dia 9/04, às 15:30h, na casa da Sandra e do Beto:
End: Rua Sargaços, 145 Jardim do Mar, São Bernardo do Campo.
Tel 4123-6947 ou 9113-4975.
Faremos um café da tarde, quem puder traga alguma coisa para compartilharmos.
Sandra, Zé Paulo e Carla, Cristiane
p/ Famílias para Acolhida - SP
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Para este mês de fevereiro, o Papa pede aos fiéis que rezem para que se respeite a família e se reconheça seu papel na sociedade.
Essa é a proposta feita nas intenções de oração para o segundo mês do ano, contidas na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa que envolve cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.
“Para que a família seja respeitada por todos em sua identidade e seja reconhecida a sua insubstituível contribuição em favor de toda a sociedade”, diz a intenção geral.
Matheus tinha voltado do coma inexplicavelmente, pedindo pizza e querendo saber como comemoraríamos o Natal. Melhor esclarecer que não foi 100% inexplicável o fato.
Na verdade ele reagiu com grande animação assim que a Anna jogou sobre ele a água benta que o Alair havia trazido de Sta Catarina e levado especialmente a ele no hospital. A sugestão era passar um pouco na cabeça do doente, mas a Anna acabou por jogar nele todo. Ele disse: "...mas mãe ! está me dando banho ?".
A partir desse momento ele se manteve animado, lúcido e objetivo, querendo colaborar com as sugestões para a comemoração do Natal. Também é bom contar a quem não o conheceu, que a Fé dele foi sempre muito concreta.
Depois de um tempo de doença, ele pediu para perguntar ao padre se ele poderia comungar todos os dias, pois ele gostaria de fazer isso. Claro que foi autorizado, e a partir dai, todos os dias sempre havia alguém que lhe trazia a eucaristia, ou em casa ou no hospital, inclusive na U.T.I. (Disso ele fez questão até o último momento, quando não podia mais falar ou mover a língua).
Na realidade prática, era óbvio que removê-lo do hospital seria muito sofrimento novamente, por causa das dores (o "Sarcoma de Ewing" é um tipo raro de câncer de ossos, extremamente dolorido. Além disso, em época de Natal e Ano Novo, não confio 100% na disponibilidade dos serviços de emergência. Muito arriscado. Ele concordou com isso.
E ai trouxe a sugestão: "Por que não fazemos então o Dia de Natal aqui no hospital ? Eu ajudo a escolher o cardápio e o padre que traz a comunhão faz uma missa pra nós aqui...".
É claro que a idéia dele veio como um furacão naquele instante. Idéia linda, porém, muita coisa tinha de ser consultada, pois era algo inesperado, que não é hábito acontecer.
Minha mãe pensou: "será difícil o hospital autorizar, porque nesse lado tratam-se as crianças com problemas graves, com vigilância permanente". Mas a idéia estava colocada, e fomos consultar o serviço social, a autoridade responsável pela U.T.I., etc...
Enquanto isso, teríamos que verificar se algum padre estaria disponível no Dia de Natal, bem próximo à hora do almoço, o que não seria muito fácil também. Mas estava tudo na mão de Deus e aceitaríamos o que viesse, é claro.
Não demorou para virem as respostas: o padre poderia celebrar nossa missa de Natal no hospital, o mesmo amigo que havia estado com o Matheus em coma, que fez a primeira comunhão dele, e nosso casamento, em 1988. O hospital autorizou tanto a missa, quanto o almoço no espaço próximo aos elevadores do sétimo andar, bem ao lado do quarto onde estava o Matheus. Não apenas autorizou como disponibilizou o que necessitássemos para o momento. Ganhamos até um móvel onde pudemos montar um presépio, e as mesas onde colocamos toda a ceia, e montamos o altar. Foi autorizado inclusive usarmos os cantos na missa, não sendo com muito volume é claro. Eu mesmo toquei violão nessa missa e quem cantou foi outra grande amiga, a Lili do Radomir, do ECC da paróquia N. Sa. da Pompéia.
O número de pessoas naquele lugar tinha que ser controlado, claro... Era a U.T.I. Estavam presentes nessa missa vários amigos nossos, crianças e os primos do Matheus ficaram em torno da cama dele, no quarto, enquanto era rezada e cantada a missa, todos de ótimo humor e muito felizes.
Estavam presentes também a chefe do serviço social e outras autoridades do hospital que eu não conhecia e não me lembro quem era. Não posso deixar de contar como essa alegria contagiou os funcionários do hospital, aqueles que ficaram trabalhando no Natal. Não participaram da missa, mas era nítido o efeito transmitido a eles, pois até os ausentes e os que estavam em férias ficaram sabendo daquele "doido acontecimento".
Semanas antes um abençoado casal de amigos havia emprestado o notebook para o Matheus se distrair enquanto internado. Assim, pela internet, ele conseguia se comunicar com alguns amigos. Foi uma benção! Nesse período ele ainda conseguia mexer alguns dedos da mão esquerda apenas, e assim ele ainda podia contar para os amigos as últimas aventuras, por exemplo: como foi o Natal dele... Mais uma vez estava comprovado que o sofrimento não consegue cancelar a felicidade de quem acredita estar seguro nas mãos de quem o criou. De quem não o deixaria de amar em nenhum momento.
E tudo partiu daquele desejo do Matheus, de viver um Dia de Natal, normal, como foram os outros, independente de onde, e das condições em que estivéssemos.
Puxa ! Jesus Amado ! Até parece um enredo fantástico...!
Será que eu mereci tudo isso ? Claro que não !
Mas... merecendo ou não, eu estava lá, e nossos amigos também. Foi uma Santa Verdade ! Ao Vivo !
Quantas vezes podemos viver momentos assim?
Por isso, aproveitemos todos eles, pois ninguém deste mundo é o autor de nada.
(enviado por: Cézar Reis)
Nossos amigos Anna e Cézar adotaram seus filhos gêmeos Matheus e Ariel em 10 de dezembro de 1991.
Matheus faleceu há exatos 4 anos, em 16 de janeiro de 2007, aos quinze anos de idade, em decorrência de "Sarcoma de Ewing", um tipo raro de câncer de ossos. Ariel, está com 19 anos, está terminando o serviço militar e pretende seguir carreira.
Segue abaixo uma marcante e belíssima recordação de Natal que nosso amigo Cézar enviou:
“Na passagem de novembro para dezembro de 2006, Matheus foi internado novamente.
A ambulância veio buscá-lo em casa, num momento em que tinha chovido e a energia elétrica parado. Um momento tão marcante que até o "Finho", nosso cão, demonstrou claramente perceber que essa era a última despedida.
De volta ao hospital, estávamos todos na mão de Deus, claro... Os procedimentos prosseguiram, e eu procurei não sair mais de perto. Quando Matheus entrou em coma, os médicos afirmaram que dificilmente ele agüentaria chegar até o dia 10 daquele dezembro.
Não havia como, afinal tudo indicava que ele não poderia mais voltar a se alimentar ou ter os sentidos de volta. Nesse clima, o Padre Vando, (nosso amigo, o mesmo que nos casou e fez a primeira comunhão do Matheus e Ariel) foi à U.T.I. e ali fizemos as orações correspondentes, visivelmente sensibilizados, lógico.
Quando a Anna chegou lá, nos conformamos com os sinais de "ele está partindo" como Deus queria. E nos colocamos na posição de aguardar simplesmente.
Passado uns tempos, Matheus voltou do coma, acordou dizendo que queria pizza...! Para alguém que não iria mais ter os sentidos e se alimentar isso foi um grato susto... imagine.
A essa altura, certos de que não éramos nós, nem os médicos, que decidiam o destino da situação, assim foi autorizado, e ele comeu pizza, sem qualquer problema.
E então perguntou como seria o Natal. Disse que não queria ficar longe da família no Natal.
A situação deixava claro que não poderíamos nos atrever a transportá-lo de novo na mesma situação. Mesmo assim, nessa época de fim de ano, qualquer emergência poderia facilmente se complicar muito. Além disso, ele tinha muita dor, o sofrimento era intenso e permanente. Mas o humor dele inexplicavelmente permanecia.
Então o Matheus encontrou a sugestão mais adequada que poderíamos ter naquele momento...
Depois eu continuo... não percam !
Marco Mazzi é o presidente da Associação italiana Famílias para Acolhida. Há alguns anos tornou-se amigo de alguns brasileiros que vivem situações de acolhida como guarda, adoção ou cuidado de familiares idosos. Sua presença alegre e simples tem sido uma importante companhia para estas famílias.
No final de outubro, marco esteve novamente no Brasil, desta vez acompanhado de Paulo, um dos primeiros membros da Associação em Verona. Nesta viagem, no dia 16 de outubro Marco Mazzi realizou um seminário na Universidade Católica de Salvador. Em seguida foi até a cidade de Belo Horizonte, para visitar a obra Casa Novella, que acolhe crinaças em situação de risco familiar. Também passou pelo Rio de Janeiro, onde apresentou a Associação para alguns casais.
Em uma de suas intervenções Marco contou: “A nossa história nasceu de uma experi~encia que tem algo de verdadeiro para todos e é comunicada pelo encontro entre famílias, construindo laços de amizade entre elas. Uma família, quanto percebe o bem que viveu, se liga a outras famílias que tem a mesma sensibildiade e isso gera um lugar, um espaço de vida onde eu posso repousar, confrontar-me e ter alguém para recordar o valor do que estou vivendo porque ela vive a mesma coisa”.
No dia 22 de outubro encontrou com famílias acolhedores da região de Campinas e, no dia seguinte, sábado, foi realizada uma peregrinação com alguns amigos na capital paulista. Ogrupo saiu da estação da Penha do metrô, fez uma pequena caminhada rezando o terço e entoando alguns cantos e, chegando ao Santuário de Nossa Senhora da Penha, padre Julián de La Morena celebrou a missa.
Nesta ocasião, Marco afirmou: “Nossa vivência nasceu da experiência cristã. O desejo de acolher nasce porque nós entendemos que fomos acolhidos primeiro. Porque tem sempre um momento em que o cansaço, a diferença da outra pessoa, ou mesmo o nosso limite coloca em crise a generosidade. Aí é preciso lembrar o abraço do Senhor por nós e pela pessoa acolhida. E nesse momento acontece também o aprofundamento da experiência do matrimônio.
Hoje, se percebo que o outro é diferente do que desejo, eu o deixo; mas se eu reconheço que aquela pessoa me foi dada por um Outro, eu a acolho. Essa situação permite que eu viva a capacidade de perdão, de diálogo pessoal, faz crescer a minha humanidade. ‘Acolher é o perdão do diferente’. E assim eu também faço a experiência de ser acolhido e entender o bem que o marido ou a esposa são um para o outro”.
Extraído de: Revista Passos, dezembro de 2010.
Um belo dia, que encheu nossos corações de alegria!
Assim foi a Peregrinação Anual ao Santuário de Nossa Sra. da Penha, realizada dia 23/10 por alguns amigos do grupo de “Famílias para Acolhida” de São Paulo.
Após a breve caminhada, missa celebrada pelo Pe. Julián de La Morena, reunião para trocar experiências e lanche.
Eis o testemunho de Teresa, médica, esposa de Raul, professor universitário, que adotaram seu filho Paulo há 1ano:
“A chegada do Paulo é um novo início. Nós somos casados há 14 anos e com o Paulo pudemos fazer a experiência de um acontecimento que renovou a nossa vida.
Isto não é contraditório ao que Carrón nos tem chamado a atenção de que o nosso comprometimento pessoal não era o fim mas o início de 1 caminho, que Deus nos preparava para 13 anos depois podermos dizer “Sim” ao Paulo.
Penso que somos pessoas, extremamente comuns, existem pessoas que adotam, fazem grandes coisas, não me vejo fazendo grande coisa porque adotei uma criança.
A única coisa certa para mim é que esta é uma circunstância que Deus me deu para me relacionar com Ele.
Dizer “Sim” ao Paulo é dizer “Sim” a Cristo.
Sim, eu quero me relacionar contigo Senhor.
Cuidar do Paulo é cuidar do meu relacionamento com Cristo.
Por isso me empenho com todas as minhas forças, não quero terceirizar o cuidado do Paulo.
Quero fazer comida, dar banho, brincar, etc. ; porque quero, através do Paulo, Amar a Cristo.
E eu sei que este processo educativo me ajuda a fazer o mesmo no trabalho, com meu marido, com os meus amigos.
Quero dar o melhor de mim, porque o meu desejo último é amar a Cristo.
Posso dizer que estes 2 pontos sintetizam a dinâmica dos meus dias. Penso constantemente neles e trabalho muito, e apesar de estar bem cansada, quando durmo fico contente e sou muito grata porque o Senhor tem me respondido de uma forma muito mais grandiosa do que eu poderia sonhar.
Obrigada.”