terça-feira, 27 de julho de 2010

O aborto no cinema

Por Franco Baccarini*

ROMA, domingo, 22 de julho de 2010 (ZENIT.org)

Nos últimos anos assiste-se a uma multiplicação de filmes sobre o tema do aborto; um fenômeno paralelo à também crescente atenção dada ao assunto nos âmbitos político e social, de forma que não se trata de uma mera coincidência. Dado o pouco espaço à disposição, tratarei de apenas dois filmes.

O primeiro título que submeto à atenção do leitor é “L'amore imperfetto” (“O amor imperfeito”), Itália-Espanha, 2000, dirigido por Giovanni Davide Maderna, com Enrico Lo Verso e Marta Belaustegui.

A palavra “imperfeito” do título remete à questão que está na base do ótimo filme de Maderna, que passou quase despercebido pelo público. A questão é a seguinte: seria imperfeito o amor que estabelece por uma criança destinada à morte antes mesmo de nascer?
A questão suscita imediatamente outra: seria imperfeito o amor por uma vida que nasce, apenas pelo fato desta ser imperfeita? E podemos encontrar uma terceira questão, chave para o filme de Maderna: quão longe podem ir a fé e a esperança se o filho que Angela - a protagonista - porta em seu ventre está destinado a não viver?
Também neste caso, é oportuno apresentar uma breve sinopse para melhor compreender o assunto de que tratamos. Sergio e Angela são dois jovens recém-casados que esperam pelo primeiro filho, tão desejado; já sabem que a criança nascerá com uma gravíssima má formação cerebral que deve condená-lo à morte, mas esperam por um milagre. Quando a gravidez chega ao fim, o menino nasce com a doença diagnosticada; os dois jovens ficam de tal forma abalados pelo drama que qualquer diálogo se torna impossível, e a vida do casal é destruída.
Na verdade, e este detalhe é de fundamental importância, a posição da mulher é claramente distinta daquela do homem: ela tem fé, enquanto ele em nada crê. Angela, a esposa espanhola de Sergio, sofre profundamente, como é compreensível, e após o nascimento da criança, apóia-se em uma profunda fé em Deus, que irá ampará-la também na quase imediata separação da criança, à diferença de seu marido, que, desprovido de fé, se entregará ao mais absoluto desespero. A jovem mãe, tão corajosa e tão duramente provada pela dor, deverá então enfrentar também o distanciamento afetivo e espiritual do próprio marido.
O filme, segundo admite o próprio diretor, é inspirado numa história real, e se move entre fé, esperança e incomunicabilidade, despertando intensas e profundas reflexões, também à luz de experiências verídicas vividas por associações como “La Quercia Millenaria ONLUS”, dedicada precisamente ao acompanhamento de casais que enfrentam o drama de uma gravidez problemática.
Gostaria de tratar ainda de outro filme: “Bella” (México, 2006), dirigido por Alejandro Monteverde e interpretado por Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Ali Landry e Manual Pérez. Cabe ressaltar que o filme, transcorridos cinco anos desde sua estréia, ainda luta para encontrar distribuidores dispostos a exibi-lo nas telas dos cinco continentes, muito embora seu valor tenha sido confirmado com a vitória do People's Choice Award 2006 no Festival de Cinema de Toronto. O arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali, pediu a todos os que tiverem a oportunidade que assistam ao filme – o protagonista é um modelo de católico.
“Este filme está destinado a exercer um impacto extraordinário na vida das pessoas”, disse o presidente do comitê da Conferência Episcopal norte-americana.
“Bella” conta a história de uma jovem grávida que perde o emprego, e de um homem que não consegue superar o trauma causado por um incidente no passado. A amizade muda a vida dos dois e abre caminho para novas esperanças. O protagonista, Verástegui, é considerado um católico exemplar, após ter vivido uma vida bem diferente. A conversão o transformou num decidido defensor do direito à vida. O produtor executivo do filme é Steve McEveety, o mesmo de “A Paixão de Cristo”.
“Romântico, por vezes dramático, introspectivo, para muitos é o filme cristão do ano e um hino à vida de rara eficácia (...) Nina é uma garçonete que acaba de descobrir que está grávida, e por essa razão é demitida. Pensa em abortar (...). Nina, com a ajuda de um rapaz, José, compreende o valor da criança que está em seu ventre (...). O ator principal, Eduardo Verástegui, nas fases iniciais de preparação do filme, visitou um clínica de aborto a fim de melhor entender os sentimentos das pessoas que estão para realizar um gesto tão fatal. Lá, fez amizade com um jovem casal mexicano; meses mais tarde, recebeu um telefonema do casal pedindo-lhe a permissão de chamar seu filho de Eduardo [1]”.
Já em 2002, escrevi num artigo para a revista “Silarus” [2] em que digo que, além de serem expectadores conscientes, é necessário que os católicos estejam empenhados em promover autores, produtores e artistas, a fim fazer frente às produções com temáticas contrárias à vida, que banalizam questões como o aborto, a eutanásia, a sexualidade e promovem modos de vida egoístas e consumistas.
A esta necessidade respondeu perfeitamente a Metanoia Films, a partir de uma intuição de Verástegui, com a ajuda do produtor Steve McEveety e a direção competente de Monteverde.
Se os longas costumam ser trabalhosos e custosos (“Bella” foi rodado em três semanas e com poucos recursos), exigindo uma máquina de produção e distribuição de grande escala, seria desejável que ao menos se apoiasse o desenvolvimento de grupos dedicados à produção de curtas-metragens, com o duplo objetivo de formar novos autores, atores e técnicos e de responder ao monopólio niilista que domina as grandes telas.


* Franco Baccarini é especialista em bioética e crítico de cinema.

[1] Bricchi Lee L., Bella. Dagli Usa il film cristiano del 2007, in “Avvenire”, 11 novembre 2007, p. 7.
[2] Baccarini F., L'evangelizzazione e i media, in “Silarus”, n. 220/2002; e “Cinema e spiritualità (Il sacro nella civiltà delle immagini)”, su “Silarus”, n. 223/2002.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dia de Convivência de Famílias para Acolhida de Salvador
10 de janeiro de 2010


"Foi um momento muito importante de afirmação da certeza do quanto a nossa amizade tem produzido bons frutos. Frutos que certamente não são determinados por nós, mas pela grande misericórdia do Senhor que continua agindo em nós e por meio de nós.

As pessoas que foram chamadas a dar o seu testemunho falaram disso com clareza. O Senhor age, muda a nossa vida, nos faz crescer e amadurecer. Vimos o quanto a chegada de Janaína foi capaz de comover toda a família de Silvana e, consequentemente, toda a nossa comunidade.

Não sabemos onde isso vai dar, mas temos firme a esperança no futuro, justamente devido ao que testemunhamos agora: Uma vida nova que não temos como ficar indiferentes ! (...)" *
trecho de carta enviada por Arlete para Marco Mazzi, presidente da Associação Famílias para Acolhida (Itália).
















quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Peregrinação Famílias para Acolhida Salvador

Amigos,

Pela primeira vez vamos realizar em Salvador uma peregrinação de Famílias pra Acolhida, por sugestão de nossos amigos da Itália e de São Paulo.

Pensamos que é uma ocasião de agradecimento pela amizade gerada a partir desses encontros, pelo que Deus tem feito suscitar em nossas vidas e, sobretudo, é uma ocasião de pedido para que o Mistério que nos gera todos os dias nos sustente na nossa vocação procurando responder sempre ao que Ele nos pede.

Segue o convite em anexo!

Um abraço,

Arlete (9995-9281) e Silvana (8211-1096)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Estreitar uma unidade fraternal, criar moradas acolhedoras:
essas constituem a maior contribuição que os cristãos podem dar
para favorecer e acompanhar a experiência da família
como um caminho que não se esgota
rumo à plenitude constituída por Cristo.
(Julián Carrón)





Convidamos a todos para um


ENCONTRO COM LIA SANICOLA
uma da fundadoras da Associação Famílias para a Acolhida na Itália.


Neste domingo, dia 25/10, às 10h


No salão paroquial da PUC

Com café da manhã comunitário

Famílias para a Acolhida - SP

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tony Blair

(enviado por Sandra Marcoccia)

Trecho de uma entrevista concedida ao L'Osservatore Romano (fonte: Zenit)

Por Nieves San Martín

ROMA, terça-feira, 15 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Em uma entrevista publicada na edição italiana desta terça-feira pelo jornal vaticano L'Osservatore Romano, o antigo primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, convertido recentemente ao catolicismo, afirma que "a religião tem um papel central e único na sociedade e em seu desenvolvimento".

O que Tony Blair pensa do papel dos pais e como vê o futuro da paternidade no mundo de hoje?

"Em primeiro lugar - responde -, penso que a paternidade é um papel a ser enfrentado com responsabilidade e sem arrogância. Por mais bondoso e inteligente que eu me achasse, sempre considerei que ser pai era algo muito difícil. E ainda penso dessa forma."

"Em segundo lugar - acrescenta -, considero que o pai também é uma figura crucial na família, que também ele é fundamental para o crescimento e a formação da criança".

"Em terceiro lugar, penso que, em certos aspectos, está se recuperando a ideia de família. Também neste campo considero que as comunidades religiosas e a Igreja têm um papel a desempenhar. É verdade, as famílias têm seus problemas, elas se desfazem, algo que temo que continuará acontecendo. Mas sempre pensei que as indicações da Igreja em matéria de família são úteis."

"Que fique claro: fazer um casamento funcionar exige empenho. E penso que a paternidade também exige isso. Mas acredito realmente que, entre as grandes transformações que estão acontecendo no âmbito social, é necessário descobrir que a paternidade é uma responsabilidade e uma necessidade."

sábado, 5 de setembro de 2009

Novo texto nos links

Novidade!!!
Confira o diálogo que tivemos com Pe. Julián de La Morena! (O texto está nos links)